terça-feira, novembro 14, 2006















Apenas um daqueles momentos
em que tudo gira, e ......
não conseguimos encontrar a saída!

vejo através de ti

uma paisagem ausente

que só eu vejo

somente o que vês em mim

é uma ponte

que me atravessa

por dentro

e pra sempre

não há passagem

não há passado

não há presente

apenas uma viagem

parada no tempo

(Eunice Mendes, in “Sonhares”, op. cit.)

6 Comments:

Blogger Caxemiras de Jaipur said...

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11/15/2006 1:15 da manhã  
Blogger Caxemiras de Jaipur said...

Minha querida Maria Clarinda
queria que o meu último comment fosse para si.
Tive uma existência virtual fugaz, perseguidora da alegria e da beleza, escondendo a face que é a que mais me domina. Mas não vale a pena. Sabe tão bem como eu - e mais quando nos falam de almas gémeas - que somos feitos de outra massa.
Este poema que aqui pôs é uma expressão de como me sinto: também me pareceu ver uma paisagem ausente, algo me fez não ver tempo nem espaço, estar numa viagem maravilhosa. Lutei contra mim próprio, afastar os meus fantasmas e medos não foi fácil. Mas não foi necessário chegar a conclusão de tratamentos cambiantes. A Grua na qual me apoiava - uma vez mais, o amor - não era tal. Era nem mais nem menos que um equívoco filológico.

Não estarei por longe. Estarei sempre na minha verdadeira casa de número reduzido. Mas por agora, a Maharani recolhe as suas caxemiras, aconchega-se nelas e está tranquila por saber que hoje dormirá sozinha, mas pelo menos, com a casa fechada, não se sente insegura. A maior prova de majestade é saber quando nos devemos apresentar e sobretudo retirar.
Como disse, estarei por perto. Obrigado por tudo
um beijo, e um abraço, porque hoje preciso mais
Maharani

11/15/2006 1:16 da manhã  
Blogger Maria Clarinda said...

Palavras...juro-te que não tenho.Tenho sim , o que podes ter a certeza não fugaz, não virtual, um beijo, um abraço e sobretudo um pedido : não, não te ausentes, as tuas palavras, são fundamentais para uma alma gémea, saber que existes sem te ler,não faz sentido.
Eu pessoalmente, preciso de sentir que apesar de estares perto, ainda
conseguimos ler as "entrelinhas"....vai então um beijo bem grande e aquele abraço super apertado, para que majestosamente o sintas. Obrigada digo-te eu.....e....tu sabes porquê.
Jinhos mil.

11/15/2006 9:41 da manhã  
Anonymous Márcia(clarinha) said...

A saída está próxima querida, bem próxima..tenha calma em buscá-la
lindo dia,flor
beijossssssssss

11/20/2006 7:03 da tarde  
Blogger Um outro olhar said...

de algum modo tudo gira, nós é que não nos apercebemos ...

existe sempre uma passagem às vezes tão mas tão escondida que não a vemos e desistimos o que é errado, pois alguém irá descobri-la

ou então é " não há passagem não há passado não há presente apenas uma viagem parada no tempo"

a opção é nossa sempre nossa

muito bonito e com uma imagem a condizer

:)

11/20/2006 10:23 da tarde  
Blogger vida de vidro said...

Existem esses momentos e depois, de repente, a saída está ali à nossa frente!
Um poema pleno de sensibilidade. **

11/20/2006 11:26 da tarde  

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